Posts tagged: The Seamstress

Coleção Inspirada Na Costureira e o Cangaceiro/ Collection Inspired By The Seamstress

By pigwhisperer, April 16, 2010

The Baroness / A Baronesa


Português
Recebi uma notícia surpreendente esta semana. A Rosa Vermelha, uma marca de roupas femininas que preza pelo trabalho socioambiental e trabalha com tecidos naturais (fibra de bambu e algodão) e vintage, fez a sua coleção Outono/Inverno 2010 baseada na A Costureira e o Cangaceiro. Adriana Gontijo, estilista e designer da marca, entrou em contacto comigo e me deu a boa notícia. Fiquei comovida, pois inspirar outra artista com meu trablaho é a melhor homenagem que já recebi. Gente a coleção é linda! Os vestidos e as blusas tem os nomes das personagens do livro. Como escrevi para Adriana, o vestido Baronesa é muito chic e nobre, assim como a Baronesa. E o de Lindalva é divertido e elegante, que nem a sua personagem. Realmente gosto de moda, mesmo não podendo usar roupas bonitas aqui na fazenda. Incluir umas fotos da coleção aqui. Veja outros desenhos de Adriana no blog da Rosa Vermelha.

English
I got some really great news this week. A Brazilian designer named Adriana Gontijo liked The Seamstress so much she used the book as the inspiration for her 2010 Fall/Winter clothing collection. Gontijo’s label, A Rosa Vermelha, produces women’s clothes made from sustainable and vintage fabrics. Adriana has named her dresses and blouses after characters in the book. The Baroness dress has a youthful elegance, like the Baroness herself. The Lindalva dress is fun and spirited, just like the character. I was really happy and honored to know that another artist has taken inspiration from the people and places in the book. I actually like fashion, even though I never get to wear spiffy clothes on the farm. To see all of Adriana’s designs, visit A Rosa Vermelha’s blog. (But I’ve included pictures here, of course!)

Vestido Lindalva / The Lindalva

Blusa Degas / The Degas Blouse

Blusa Coelho / Coelho Blouse

UK’s “The Independent” praises The Seamstress

By pigwhisperer, March 18, 2010

A wonderful review of The Seamstress in The Independent, a UK newspaper. The book’s paperback version was released by Bloomsbury in February of 2010. Here’s the review’s full text:

“Although this is Frances de Pontes Peebles’ first novel, her prose flows with the assuredness of a natural storyteller’s. Each sentence of her epic narrative is stitched with meaning and insight, and the reader’s imagination is woven into the novel from the very first paragraph

We begin in 1935 in Recife, Brazil, where the married Emilia lives in the largest house in an area of newly built estates. She is living a life which at one time she could only dream of. But dreams, as she will learn, come at a price.

As orphaned children, Emilia and her deformed sister Luiza were brought up in a hillside village under the care of their Aunt Sofia. They worked as seamstresses, yearning to find a thread to take them away to a world elsewhere. Interwoven with their personal adventures is a slice of the fraught Brazilian history of the 1920s and 1930s: the economy is fast unravelling, and unrest and a clamouring for the rights of women are spreading as people attempt to fabricate feasible lives for themselves. The challenge facing Emilia and Luiza is how not to compromise their loyalties to themselves, and, most crucially, to each other.”

Here’s a link to the actual review. Many thanks to Bloomsbury for offering the book in the UK!

“La Costurera” released in Spain / “La Costurera” lançado na Espanha

By pigwhisperer, February 12, 2010

Suma de Letras has released “La Costurera” in Spain. I’m very excited to see the book translated into Spanish, and love Suma’s cover artwork. For all of you Spanish speakers, I’ve included Suma’s book summary below. Felicidades!

A editora espanhola Suma de Letras lancou “La Costurera” na Espanha. Estou super feliz para ver o livro traduzido para o espanhol, e adorei a nova capa. Para vocês que falam espanhol, incluir o resumo do livro da Suma. Que felicidade!

Una saga épica sobre la vida de dos hermanas
en el Brasil de principios del siglo XX

En el Brasil colonial de los años 1930, dos hermanas huérfanas conviven con un trasfondo de inestabilidad política y desastres naturales. Emília y Luzia dos Santos, dos hermanas con una excelente destreza para la costura, sueñan con escapar de su pequeño pueblo, un anhelo que separa sus vidas…

Luzia sufre una deformidad desde que un accidente en la infancia la dejara lisiada y se convierte en una muchacha ruda y también poco casadera. Su única oportunidad de conseguir la independencia y la felicidad será casarse con el bandido que la secuestra, Antonio, el Halcón. En cambio Emília es delicada como una flor. Quiere una vida acomodada y refinada en la ciudad, por lo que contrae matrimonio con el hijo de un rico médico, a pesar de no estar enamorada de él.

Los caminos de las dos hermanas se vuelven a unir cuando la vida de una de ellas corre peligro, aunque ya no son las mismas que en el pasado: Emília se siente sola y desgraciada y Luzia se ha convertido en una forajida a la que apodan, la Costurera.

Frances de Pontes Peebles nos demuestra con su novela la importancia de los lazos familiares, inquebrantables incluso en la distancia y en la adversidad. Su cuidado estilo, su sensibilidad y su facilidad para contar grandes historias de sagas familiares, le han servido además para que numerosos medios la comparen con Gabriel García Márquez e Isabel Allende.

Espaço Aberto Literatura na GloboNews: O Video

By pigwhisperer, December 11, 2009

10/12/2009
O video da entrevista na GloboNews, feito por jornalista Claufe Rodrigues.
(For all of my English-speaking friends out there: Here’s a video of an interview with Globo News–a Brazilian TV network–for their weekly program, Espaço Aberto Literatura.)
Aqui está o link. Just in case, here’s the link.

“A Costureira e o Cangaceiro” estreia na Globo News

By pigwhisperer, December 10, 2009

Espaço Aberto Literatura, um programa da Globo News, me entrevistou aqui na fazenda. O programa de 23 minutos estreia hoje!

Estreia: *Quinta-feira, 10/12, 21h30min

Reprises: *Sexta-feira 01h30min / *Sexta-feira 08h30min / *Sexta-feira 16h30min / Sábado 08h30min / Sábado 16h30min / Domingo 06h05min / Quarta-feira 05h05min

Lembrando que o programa fica disponível no site da Globo News após a primeira exibição. (Claro que vou tentar colocar o video no blog!)

Artigo sobre “A Costureira…” no 16/10/2009 Valor Econômico!

By pigwhisperer, October 18, 2009

Entre dois amores
Por Olga de Mello
Literatura: Escritora brasileiro-americana que cresceu nos EUA volta para o Brasil e lança a tradução, para o português, de seu primeiro romance.

A descrição da celebrada escritora dinamarquesa Isak Dinesen bem poderia ser assinada por Frances de Pontes Peebles. Há cinco meses administrando a fazenda de café de sua família, em Taquaritinga do Norte, no Planalto da Borborema, em Pernambuco, Frances não tem nenhuma pretensão de tornar-se uma Dinesen dos trópicos. “Espero que minha fazenda seja mais bem-sucedida do que a dela. Na literatura, minha ousadia não chega a tanto”, disse em entrevista por telefone ao Valor, na semana em que chegou às livrarias brasileiras a tradução de seu romance de estreia, “A Costureira e o Cangaceiro” (Nova Fronteira, 624 págs., R$ 69,90).

Isak Dinesen era o pseudônimo de Karen Blixen (1845-1992), que morou por 16 anos no Quênia, onde teve uma fazenda de café. Desistiu da empreitada em 1931 e voltou para a Dinamarca para dedicar-se à literatura. O autobiográfico “A Fazenda Africana” tornou-se seu livro mais conhecido, principalmente depois da versão cinematográfica de Sidney Pollack, com Meryl Streep no papel da escritora. Gostava de escrever em inglês e depois os textos eram vertidos para seu idioma nativo. Outro de seus contos a lhe render popularidade por adaptação para o cinema foi “A Festa de Babette”, de Gabriel Axel.

Além da dedicação ao café e à literatura, Frances, como a dinamarquesa, também escreve em inglês. Nascida no Recife há 30 anos e definindo-se como alguém com “um pé no Brasil e outro nos Estados Unidos”, a brasileira sente que sua fluência em português está restrita à fala – com um forte sotaque pernambucano. “Não tenho segurança para me aventurar em textos maiores que os de cartas ou e-mails”, explica Frances, que não interferiu na tradução de Maria Helena Rouanet para o romance. Na versão original fez questão de inserir termos em português.

“Não existe tradução para alpercatas, cangaço ou jagunço. Não são sandálias de couro, bandidos nem vaqueiros, têm outro significado. Então, pus notas explicativas e deixei tudo como se fala aqui, até porque pretendia reproduzir um pouco da musicalidade do palavreado polissilábico português”, conta Frances, que viveu no Brasil até os 5 anos, quando a família se mudou para os Estados Unidos para acompanhar o pai, David Peebles, engenheiro americano.

O contato estreito com a família materna, em Pernambuco, foi sua base para criar uma história genuinamente brasileira. Seguindo a saga de duas irmãs órfãs e costureiras, Frances mostra tanto o Brasil urbano, por meio da sociedade do Recife da época, que buscava acompanhar a modernidade europeia no período anterior à Segunda Guerra Mundial, e o agreste nordestino, onde o tempo resistia às novidades. Depois de formar-se em Letras pela Universidade do Texas, recebeu uma bolsa da Fundação Fulbright para pesquisar o cangaço e escrever um romance histórico totalmente fictício, em que o único personagem real é Getúlio Vargas. “Até os sobrenomes são inventados, pois não queria nenhuma associação com gente que viveu na região.”

O fascínio pelo universo do cangaço vem da infância. Em Taquaritinga ouvia boatos sobre vizinhos que teriam sido cangaceiros. “Eu tinha um medo danado de um tal de seu Vitorino, que teria sido do bando do temível Antonio Silvino. Hoje o cangaço é folclore e os cangaceiros têm aura de heróis, mas quem viveu aqueles tempos sentia pavor deles. Por mais que os cangaceiros fizessem frente ao poder dos coronéis, eles eram perigosos. As famílias escondiam as filhas, já que muitas meninas de 14 anos eram sequestradas pelos cangaceiros. E, mesmo que não sofressem violência alguma, eles ainda tinham que hospedar ou ceder as casas para os bandos”, contou Frances.

A pesquisa histórica à qual se dedicou durante quatro anos e meio incluiu entrevistas com moradores de Taquaritinga, que eram jovens na época do fim do cangaço: “Os relatos deles forneceram o tom de veracidade necessário ao romance. Eu queria criar os meus cangaceiros, que têm características de gente que existiu realmente, só que tudo bem misturado, de forma a ninguém ser reconhecido. As lembranças dessas pessoas me ajudaram a fazer a transposição para aquele mundo que acabou”.

Traçando um paralelo entre a trajetória das irmãs – uma que vive um casamento de conveniência no Recife, a outra, levada por cangaceiros, ganhando notoriedade por sua força dentro do bando -, Frances quis mostrar que as normas rígidas pautavam o comportamento de todos os grupos sociais. “Qualquer traição era punida com a morte. O adultério era proibido. Pouco se sabe do cotidiano das mulheres do cangaço, que entregavam os filhos recém-nascidos aos padres no sertão para que fossem criados por outras famílias. Era uma vida muito perigosa, arriscada, porém a angústia também existia para quem sofria o preconceito da sociedade rica no meio urbano, obrigada a cumprir rituais de luto, mesmo que não sentisse a dor da perda pela morte”, relatou.

A versão brasileira de “A Costureira e o Cangaceiro” exigiu um corte de quase cem páginas. Frances Peebles reconhece que o romance, atualmente com 600 páginas, ainda é bastante extenso. Mesmo assim, conquistou o público feminino. “Apesar do tema, o livro foi apontado como um dos favoritos pelas leitoras da revista ‘Elle’, o que me surpreendeu”, contou a escritora, que não revela o próximo tema a explorar literariamente. Por ora, a prioridade é a fazenda em Taquaritinga, onde pretende permanecer, no mínimo, por cinco anos – o prazo necessário para estabelecer a plantação de café orgânico.

Ela garante que não seguirá o exemplo de Isak Dinesen, narrando sua vivência na direção da fazenda: “Escrever não ficção é abrir sua intimidade, que nem sempre é tão interessante assim. Mexemos com máquinas, andamos o dia inteiro. Estamos ainda aprendendo a tocar o negócio”, explica Frances, que tem como companheiros na empreitada o marido, a irmã e o cunhado.

O trabalho incessante limita a vida social dos dois casais, que ocupam casas diferentes no mesmo terreno. Levantam-se pouco depois do nascer do sol e passam o dia coordenando as atividades dos 17 empregados, entre elas a coleta de mel de colmeias de abelhas e os cuidados com as criações de porcos e de cabras, que fornecem os fertilizantes naturais para o solo. Acabam de plantar quatro mil mudas de pau-brasil na região. Segundo Frances, não há nenhum arrependimento por haver trocado a sofisticada Chicago pela pacata Taquaritinga: “Aqui é minha casa, minha referência de infância, o lugar onde pretendo envelhecer. Queremos criar mais do que uma fonte de renda para a família, trazendo uma inspiração para o desenvolvimento sustentável da região. Tudo é novidade e aprendizado. A vida ficou mais simples, não há televisão na fazenda. Mesmo assim, não há como nos isolarmos do mundo. Temos internet”.

Entrevista no programa Estação Cultura na Rádio Mec

By pigwhisperer, September 29, 2009

Hoje foi entrevistada no programa Estação Cultura na Rádio MEC do Rio de Janeiro. Toda terça-feira Estação Cultura tem seu Café Literário, onde anuncia os lançamentos de livros da semana. Hoje a apresentadora do programa, Alessandra Eckstein, me perguntou sobre o meu livro, A Costureira e o Cangaceiro. A entrevista foi ótima! É uma pena que não oferecem podcasts da Estação Cultura, porque eu gostaria que vocês ouvissem a entrevista. Mas queria agradecer Alessandra e Estação Cultura pela atenção.

Today the program Estação Cultura (Cultural Station) on Rio de Janeiro’s Rádio MEC interviewed me about A Costureira e o Cangaceiro. Every Tuesday at 1:30 Estação Cultura hosts their “Literary Cafe” where they talk about new book releases in Brazil. Today the program’s host, Alessandra Eckstein, asked me questions about my novel and my time in Brazil. Unfortunately Rádio Mec doesn’t offer podcasts of Estação Cultura; I’d really like to share the interview with everyone who reads the blog. Many thanks to Alessandra and her team at Estação Cultura for their time and attention.

A Costureira e o Cangaceiro–Livro Lançado no Brasil!

By pigwhisperer, September 27, 2009

Oi gente!
Boas notícias! Meu livro foi lançando no Brasil pela editora Nova Fronteira. O nome do livro em português: A Costureira e o Cangaceiro

“Na pequena Taquaritinga do Norte, Emília e Luzia aprendem desde cedo o ofício da tia, a melhor costureira da região. Em meio a moldes, fazendas, linhas e agulhas, as moças vão tecendo caminhos inesperadamente opostos. Revisitando o Brasil do início do século XX, Frances de Pontes Peebles constrói um romance encantador em meio a transições e turbulências políticas.”

Compre o livro aqui ou em qualquer livraria como Cultura, Saraiva, Travessa, etc.

Now in English: Good news! My novel has been released in Brazil by Nova Fronteira publishers. In Portuguese, the book’s title is: A Costureira e o Cangaceiro

Our Move

By pigwhisperer, June 22, 2009

Last month, my husband and I decided to leave Chicago and move to my family’s farm in Brazil. I am a writer. My first novel, The Seamstress, was released in hardcover by HarperCollins last August, and will be in paperback next month. My husband James is an attorney who worked for a prominent firm in Chicago.

Thirty-one years ago, my parents bought a plot of land in Taquaritinga do Norte, a farming community in Pernambuco, Brazil. It is three hours from Recife, the state’s capital and the city where I was born. The farm has always been a vital part of my family’s life; even when we moved to the United States in the early 1980’s, we kept close ties to Taquaritinga and visited often.

What do we grow on our farm? Shade-coffee, bananas, cashews and (in smaller quantities) fruits like cajá, jackfruit, mangoes, and pitomba. In addition to fruit trees, there are hardwoods like sucupira, jatobá, and Pau Brasil. We also raise pigs and goats, and have seven very spoiled guard dogs.

Four years ago, my sister returned to live on the farm. Now, the business is at a transition point. It has become much more than a vacation place, but is not yet a self-sustaining enterprise. There are many opportunities for an organic shade coffee farm like ours. Because of this, my husband James and I decided to move back to Brazil to lend a hand.

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